Bandeirantes/MS, 15 de julho de 2026

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Vereador denuncia compra de voto ao vivo e caso vira investigação em Mercês (MG)

Uma denúncia de compra de voto feita ao vivo no plenário da Câmara Municipal de Mercês, na Zona da Mata mineira, deu origem a um inquérito na Polícia Civil e na Promotoria de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Durante a votação que definiu a nova Mesa Diretora da Casa para 2026, o vereador Marcelio Estevam Teixeira, conhecido como Marcelo Moto Som (Mobiliza), afirmou ter recebido R$ 100 mil de um empresário e dono de um posto de combustível da cidade para votar no vereador indicado por ele, o candidato José Ivanio de Oliveira (PSD).

A gravação oficial da Câmara, publicada nas redes sociais, mostra o momento em que o vereador retira de uma bolsa uma grande quantia em dinheiro que, segundo ele, seria o valor recebido para direcionar o voto na sessão de terça-feira (2).

Investigação foi aberta

A Polícia Militar foi acionada e apreendeu o dinheiro. Um inquérito foi aberto pelo delegado Arthur Simões, da Polícia Civil de Mercês, que irá apurar o caso. O Ministério Público enviou ofício à autoridade policial requisitando a abertura de investigação por possível crime de corrupção.

Ao g1, a advogada Leury Oliveira, que representa Marcelio, afirmou que o caso foi devidamente registrado na PM e segue para investigação. A reportagem também tentou contato com o empresário citado como articulador da compra de voto, Calixto Domingos Neto. A ligação foi atendida por outra pessoa, que informou que ele não comentará o caso.

Votação tinha peso político

A votação para a Mesa Diretora da Câmara teve grande relevância política, já que o novo presidente da Casa deverá assumir interinamente o cargo de prefeito. O atual eleito para o Executivo, Donizete Calixto (Mobiliza), não pôde tomar posse.

Segundo o Registro de Evento de Defesa Social (Reds) da Polícia Militar, a corporação foi acionada pela atual presidente da Câmara, Rosimeire das Merces Costa (Avante).

Como a compra de voto teria acontecido

De acordo com o vereador Marcelio, horas antes da votação ele teria recebido R$ 100 mil sendo R$ 50 mil em espécie e R$ 50 mil em cheque — do empresário Calixto Domingos Neto para votar no candidato de sua preferência.

O caso segue em investigação.

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