Van bateu em árvore e acidente matou 11 pessoas da mesma família. – Foto: Reprodução
Tragédia aconteceu na Rodovia Bioceânica, na fronteira com o Brasil; outras 6 pessoas da mesma família ficaram feridas.
Um acidente envolvendo uma van deixou 12 pessoas da mesma família mortas e seis feridas na manhã de 12 de janeiro, em Puerto Quijarro, cidade boliviana na fronteira com o Brasil. O veículo, que transportava 16 pessoas, perdeu o controle e bateu frontalmente em uma árvore na Rodovia Bioceânica, a cerca de 1,5 km da saída da cidade, enquanto o grupo retornava de uma festa de 15 anos.
A van era dirigida por um adolescente de 14 anos, que morreu no local. Além da idade do condutor, as autoridades apontam excesso de velocidade e precariedade do veículo, que estava superlotado e não tinha bancos traseiros. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público da Bolívia.
O que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:
- Onde e quando ocorreu o acidente com a família boliviana?
- Quem estava dirigindo a van no momento da batida?
- Quantas pessoas morreram na tragédia?
- Quais foram as principais causas do acidente segundo a polícia?
- Qual é o estado de saúde dos sobreviventes internados no Brasil?
- Onde foram realizados o velório e o sepultamento das vítimas?
- Ocorreram saques no local do acidente?
- De quem será a responsabilidade pela condução do menor
- O que disseram os pais do adolescente?
- Qual foi o desfecho jurídico?
Onde e quando ocorreu o acidente com a família boliviana?
O acidente aconteceu na manhã de segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, em Puerto Quijarro, cidade da Bolívia na fronteira com o Brasil. A colisão ocorreu na Rodovia Bioceânica, no trecho que liga a cidade a Porto Suárez, a cerca de 18 km de Corumbá (MS).
Quem estava dirigindo a van no momento da batida?
A van era conduzida por um adolescente de 14 anos, integrante da família, que morreu no impacto. A polícia e o Ministério Público boliviano investigam quem autorizou o menor a dirigir e se os adultos presentes pediram que ele conduzisse por não terem condições de dirigir.
Quantas pessoas morreram na tragédia?
Doze pessoas da mesma família morreram. Onze faleceram no local e uma jovem de 19 anos morreu após dar entrada na Santa Casa de Corumbá. Entre as vítimas estavam adultos e cinco crianças.
Quais foram as principais causas do acidente segundo a polícia?
A Agência de Trânsito de Santa Cruz de La Sierra apontou excesso de velocidade, falta de atenção e inexperiência do condutor como causas centrais. O veículo estava improvisado, superlotado e não tinha bancos, fazendo com que os passageiros viajassem sentados no chão.
Qual é o estado de saúde dos sobreviventes internados no Brasil?
Três crianças seguem internadas na Santa Casa de Corumbá:
- Um menino de 13 anos na UTI com trauma craniano.
- Uma menina de 13 anos com fratura na clavícula.
- Um menino de 11 anos que passou por cirurgia na perna.
Outra criança de 3 anos já recebeu alta.
Onde foram realizados o velório e o sepultamento das vítimas?
Dez vítimas foram enterradas juntas em um cemitério rural no distrito de Paradeiro, Bolívia, na terça-feira (13). As outras duas foram sepultadas em Porto Suárez na quarta-feira (14), com a presença de centenas de moradores.
Ocorreram saques no local do acidente?
Familiares relataram que a van foi saqueada logo após a colisão, o que atrasou a identificação das vítimas. Foram levados documentos, dinheiro e produtos pertencentes aos passageiros, que trabalhavam com serviços de instalação elétrica e vendas.
De quem será a responsabilidade pela condução do menor?
As investigações tentam identificar quem autorizou o adolescente a dirigir. As autoridades verificam se os adultos presentes pediram que ele dirigisse por não estarem em condições, como por consumo de álcool ou cansaço após a festa.
O que disseram os pais do adolescente?
O comandante da Polícia de Puerto Suárez, Julio Baldivieso, informou que os pais ainda serão ouvidos formalmente para esclarecer como o adolescente foi levado ao volante.
Qual foi o desfecho jurídico?
O caso continua em investigação. A legislação boliviana prevê punições para quem permite que menores dirijam, mas ainda não há detalhes sobre indiciamentos de familiares ou sobreviventes.



