Bandeirantes/MS, 15 de julho de 2026

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Fábrica clandestina: funcionária revela como gin e vodka falsos eram produzidos em MS

Produção ilegal utilizava garrafas recicladas, ingredientes químicos e rótulos falsos em Terenos (MS); dono foi preso em flagrante.

Uma funcionária da fábrica clandestina de bebidas alvo da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) revelou detalhes sobre o funcionamento do esquema em Terenos, Mato Grosso do Sul. O local foi interditado novamente na quinta-feira (6) após denúncias de que a produção ilegal havia sido retomada.

Segundo o depoimento, as garrafas de vidro eram recicladas, com os rótulos originais retirados. Em seguida, eram lavadas em tambores com água e detergente e estocadas sem as mínimas condições de higiene. Depois de limpas, recebiam novos rótulos de marcas conhecidas e eram enchidas por uma máquina com bebidas produzidas no próprio local.

De acordo com a funcionária, as misturas envolviam essência de vinho, ácido orgânico, ácido cítrico anidro, sódio e açúcar resultando em bebidas como vinho e vodka aromatizada. O local não possuía autorização para funcionar e tampouco apresentou notas fiscais.

Durante a fiscalização, quatro mulheres trabalhavam lavando garrafas recicladas e aplicando novos rótulos de vodka. Foram encontradas garrafas higienizadas apenas com detergente, produtos armazenados sem condições sanitárias e equipamentos em péssimo estado.

As bebidas prontas estavam sobre a esteira do “forno”, uma máquina usada para embalar fardos com seis unidades. Parte da produção já havia sido enviada para venda. O dono da fábrica negou as acusações, mas foi preso em flagrante e levado à sede da Decon, em Campo Grande.

A operação reforça os riscos do consumo de bebidas falsificadas, que podem conter substâncias tóxicas e representam perigo à saúde pública.

Fonte: g1 MS – Reportagem de Mirian Machado (07/11/2025)

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