Bandeirantes – MS: Em meio a promessas de melhorias na saúde pública, a realidade enfrentada pelos cidadãos de Bandeirantes é preocupante. O prefeito Celso Abrantes, acompanhado do vereador Mário do 18 Horas, anunciou recentemente um programa que garantiria a entrega de medicamentos em domicílio. No entanto, os relatos de moradores evidenciam uma situação alarmante: a falta de medicamentos essenciais nas farmácias básicas do município.
Maria, uma moradora local, expressou sua indignação após visitar o hospital em busca de medicamentos. “Não tinha dipirona sódica nem buprofeno. Graças a Deus eu tinha dinheiro para comprar, mas e quem não tem?”, questionou. Sua preocupação é compartilhada por muitos que, diante da carência de remédios, enfrentam um dilema angustiante.
O senhor João, hipertenso e dependente de medicamentos, desabafou sobre a precariedade de sua situação. “Estou aqui em casa sem dinheiro para comprar. Preciso pagar a água, luz, aluguel e também me alimentar. Se eu comprar o remédio, vai faltar para o básico”, relatou. A angústia de João reflete a realidade de muitos cidadãos que não conseguem arcar com os custos dos tratamentos necessários.
Enquanto isso, a administração pública parece estar alheia a essa crise. O prefeito Celso Abrantes possui em sua caneta 212 nomeações políticas, que custam mais de R$ 1 milhão mensalmente aos cofres públicos. A falta de medicamentos básicos, que são responsabilidade do município, contrasta com o uso de verbas em nomeações que não atendem diretamente as necessidades da população.
A Câmara Municipal, que deveria exercer seu papel fiscalizador em busca de uma melhor aplicação dos recursos públicos, permanece em silêncio. Tentativas de contato com o presidente da Câmara, Marcelo Abdo, não resultaram em resposta até o momento, levantando questionamentos sobre a efetividade da fiscalização na gestão pública.
A situação em Bandeirantes é um retrato da descompasso entre promessas políticas e a realidade vivida pela população. Com cidadãos clamando por assistência médica e medicamentos, é imperativo que as autoridades locais reflitam sobre suas prioridades e tomem medidas urgentes para sanar essa crise na saúde pública. Afinal, em um momento de necessidade, prometer o que não existe é, se não fosse cômico, verdadeiramente trágico.



