Bandeirantes/MS, 15 de julho de 2026

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CPI do Crime quer devassa em dados sobre conflitos de facções e apreensões na fronteira de MS

Por Portal da Band • Atualizado em 15/11/2025

Senado inicia investigação ampla sobre crime organizado e exige relatórios detalhados sobre armas, drogas e operações policiais na região fronteiriça.

A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado no início de novembro, fez seus primeiros movimentos e aprovou um requerimento que pede ao Ministério da Justiça e Segurança Pública acesso total a dados relacionados às facções que atuam na fronteira de Mato Grosso do Sul.

O pedido busca informações referentes aos últimos cinco anos (2021 a 2025), incluindo relatórios de inteligência, estatísticas de apreensões e dados de operações policiais envolvendo tráfico de drogas, entrada de armamentos, crimes patrimoniais associados a facções, além de conflitos registrados em áreas de fronteira.

DADOS SOLICITADOS PELA CPI

  • Relatórios de inteligência policial sobre facções
  • Estatísticas de apreensões de drogas
  • Informações sobre armas de fogo origem, calibre e rota
  • Dados da PRF e PF sobre operações realizadas na região
  • Registros de crimes patrimoniais ligados ao crime organizado
  • Informações do sistema prisional e cooperação internacional

O senador Alessandro Vieira (MDB), autor do requerimento, destacou a necessidade de “mapear as engrenagens do crime organizado” e revelou preocupação especial com a dificuldade histórica de rastrear armas e munições no país.

FRONTEIRA DE MS NO CENTRO DO DEBATE

Parlamentares de Mato Grosso do Sul reforçaram a importância da região, reconhecida como uma das principais portas de entrada de drogas, armas e contrabando vindos do Paraguai.

A senadora Tereza Cristina (PP) afirmou que o estado “demanda atenção especial do governo federal” devido à sua relevância estratégica no combate ao crime. Já o senador Nelsinho Trad (PSD) frisou que o trabalho da CPI pode finalmente trazer luz às dinâmicas criminosas que afetam diretamente a fronteira.

O QUE VEM A SEGUIR

A Comissão agendou a próxima reunião para o dia 18 de novembro, com oitivas de nomes importantes da segurança nacional: o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa.

A CPI foi instaurada após a megaoperação nos complexos da Penha e Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos e reacendeu o debate sobre o avanço das facções em vários estados.

“Controlar o fluxo de armas é um dos maiores desafios do Brasil hoje”, destacou o senador Alessandro Vieira durante a sessão.

A investigação pretende integrar informações, diagnosticar falhas de segurança e propor medidas contra organizações como PCC, Comando Vermelho e outras facções que atuam em Mato Grosso do Sul e no país.

Fonte: Jornal Midiamax

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