Técnico é foi denunciado no último sábado (11) e preso temporariamente nesta semana.
O técnico de enfermagem, de 52 anos, acusado de estuprar uma paciente na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foi preso na segunda-feira (13).
A paciente de 27 anos teria sido estuprada na última sexta-feira (10) e o técnico foi denunciado no dia seguinte na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Segundo a tia da vítima, ela foi transferida de hospital dias depois da denúncia.
Na segunda (13), o HRMS informou que instaurou uma sindicância para apurar o caso e que o técnico foi afastado oficialmente. Ao Jornal Midiamax, o advogado Matheus Morandi confirmou que o técnico foi preso temporariamente.
A defesa ainda afirmou que a prisão foi recebida com surpresa e tomará as medidas para tentar reverter a decisão.
“Embora respeite a decisão judicial, entende que a medida é desnecessária e desproporcional ao caso concreto. Serão adotadas, de imediato, todas as medidas judiciais cabíveis para reverter a decisão”, afirmou Matheus Morandi.
Denúncia de estupro
A jovem havia sido extubada dois dias antes de sofrer a violência. Na sexta-feira, por volta das 5h, o suspeito teria entrado no local onde a vítima estava para injetar os medicamentos diários. Após aplicar o segundo remédio, a jovem teria dormido e, tempo depois, acordado com a violência sexual do suspeito. Ao ver que a vítima acordou, o suspeito saiu do local.
A família foi avisada do crime horas depois. A vítima contou sobre o ocorrido a uma técnica de enfermagem, que iria repassar a mensagem à família, já que é proibido que os pacientes permaneçam com celular na UTI.
No entanto, segundo a tia, a família não foi notificada e ficou sabendo apenas às 20h, quando fez visita à jovem.
Conforme relato da familiar, o técnico de enfermagem conhecia a tia da vítima e sabia da internação da jovem, além de saber da fragilidade da jovem devido à internação.
Durante o plantão, ele teria dado banho na paciente, juntamente com outra técnica. Na ocasião, a profissional apresentou o homem à jovem, afirmando que ele era conhecido de sua tia e a conhecia também. Porém, segundo a tia, durante a apresentação e o banho, o homem teria ficado em silêncio.
A vítima estava internada desde 15 de junho na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), por conta de complicações na gravidez e no pós-parto.
Depois do crime, foi realizado um pedido de medida protetiva na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190.Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
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⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones(67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.


