Bandeirantes/MS, 14 de julho de 2026

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Algemados, Rudi Fiorese e ex-servidores são levados para presídio em Campo Grande

Investigados por fraudes no tapa-buraco em 2018 passaram por audiência de custódia e seguem presos preventivamente

Após a Justiça manter a prisão de sete investigados por fraudes em contratos no tapa-buraco em 2018, todos os presos foram levados algemados para o Centro de Triagem, em Campo Grande, presídio onde ficarão.

Estão presos preventivamente Rudi Fiorese, ex-secretário municipal de Infraestrutura; Mehdi Talayeh, ex-superintendente de Serviços Públicos da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos); Edivaldo Aquino Pereira, ex-gerente de Manutenção de Vias da Sisep; Fernando de Souza Oliveira, ex-servidor da Sisep; Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, ex-servidor da Sisep; Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, produtor rural e dono da Construtora Rial; e Antonio Bittencourt Jacques Pedrosa, engenheiro civil e filho de Antonio Roberto.

Todos são alvos da Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), que apura contratos firmados com a Construtora Rial desde 2018 e que somam mais de R$ 113 milhões.

As audiências de custódia serão apenas um procedimento formal para verificar se os presos tiveram todos os direitos garantidos por lei devidamente respeitados. Por isso, a prisão não poderá ser revista.

As defesas de Rudi Fiorese, Erik, Fernando e Mehdi afirmaram à reportagem que ainda não tiveram acesso aos autos, mas que irão entrar com pedidos de liberdade para seus clientes.

A investigação constatou a existência de uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.

Os promotores descobriram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.

Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos no valor de R$ 113.702.491,02.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço do ex-secretário municipal de Obras Rudi Fiorese, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real.

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