Bandeirantes/MS, 15 de julho de 2026

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PM de férias é preso após matar jovem em intervenção policial no MS; vídeo mostra agressão

Rafael mobilizado pelos polciais – Foto: Reprodução

Rafael da Silva Costa, de 35 anos, foi atingido por spray de pimenta e por duas descargas elétricas de uma arma de choque durante a ação. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

O sargento José Laurentino dos Santos Neto e o soldado Vinícius Araújo foram presos nesta sexta-feira (19) após a morte de Rafael da Silva Costa, de 35 anos, durante uma abordagem policial no bairro Vida Nova, em Campo Grande, em novembro.

O sargento da Polícia Militar, foi detido enquanto estava de férias com a família, em Recife (PB).

A prisão foi determinada após pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apontou a gravidade do caso.

O sargento José Laurentino dos Santos Neto e o soldado Vinícius Araújo foram presos nesta sexta-feira (19) após a morte de Rafael da Silva Costa, de 35 anos, durante uma abordagem policial no bairro Vida Nova, em Campo Grande, em novembro. O sargento da Polícia Militar, foi detido enquanto estava de férias com a família, em Recife (PB).

A prisão foi determinada após pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apontou a gravidade do caso. Imagens de câmeras de segurança mostram os policiais algemando Rafael e, em seguida, cometendo agressões durante a abordagem. Veja o vídeo da agressão acima.

Além do cumprimento dos mandados de prisão, a polícia fez buscas no quarto de hotel onde o sargento estava hospedado e na casa do soldado. Celulares e documentos foram apreendidos para ajudar nas investigações.

Segundo a defesa da família, o Ministério Público afirmou que a análise das imagens contradiz a versão apresentada pelos policiais e pela Polícia Militar.

“O nosso próximo passo é que eles sejam pronunciados para que sejam levados a júbilo popular, condenados, expulsos da corporação, e que o Estado indenize essas famílias”, disse o advogado da família, Walisson dos Reis Pereira da Silva.

Relembre o caso

Rafael morreu após ser atingido por spray de pimenta e receber duas descargas de arma de choque durante a abordagem policial, em 21 de novembro. Segundo o boletim de ocorrência, ele estaria em surto no momento da ação.

Ele foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas chegou ao local sem sinais vitais e morreu pouco depois.

A defesa afirma que as imagens indicam que Rafael não apresentava comportamento agressivo durante a abordagem.

As imagens mostram Rafael descalço e sem camisa, na calçada, quando os policiais se aproximam. Ele é imobilizado no chão, recebe descarga elétrica e spray de pimenta e, depois, é colocado na viatura.

A família afirma que Rafael já estava inconsciente nesse momento.

A defesa sustenta que a morte foi causada por traumatismo craniano e questiona o laudo, que aponta acidente vascular cerebral (AVC) como causa do óbito.

Família diz que Rafael pediu ajuda

A família afirma que Rafael costumava pedir ajuda quando entrava em surto. Segundo o irmão, Tiago da Silva Costa, ele chegou a pedir a presença da polícia momentos antes da abordagem.

“Quando ele entrava em surto, pedia para chamar a polícia. Em outras vezes, foi atendido sem problema”, disse o irmão, Tiago da Silva Costa.

Rafael não tinha laudo médico formal, mas havia registro de atendimento no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD).

O que dizem a PM e o MPMS

Em nota, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) informou que os policiais foram afastados das funções operacionais após a morte de Rafael. A Corregedoria-Geral instaurou procedimentos administrativos para apurar o caso.

O MPMS informou que a investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GACEP). O órgão afirmou que acompanha o caso.

Prisões preventivas

Os policiais presos são um sargento e um soldado da Polícia Militar. Segundo a defesa da família, eles respondem por crimes como tortura, homicídio e abuso de autoridade.

As investigações seguem sob responsabilidade do Ministério Público e da Polícia Civil.

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