Bandeirantes/MS, 21 de julho de 2026

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Sem acordo, motoristas decidem continuar greve dos ônibus em Campo Grande

Categoria rejeitou decisão da Justiça do Trabalho e paralisação continua nesta quarta-feira. Justiça aumentou multa para R$ 200 mil por dia.

Vereadores e motoristas debatem sobre greve dos ônibus em Campo Grande

Em audiência de conciliação realizada nesta terça-feira (16), na Justiça do Trabalho, entre a prefeitura, o Consórcio Guaicurus e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande, a Justiça determinou que os motoristas do transporte coletivo voltassem ao trabalho nesta quarta-feira (17). A decisão, no entanto, não foi aceita pelos motoristas.

Mesmo com a orientação do presidente do sindicato, Demétrius Ferreira, para que a categoria retornasse às atividades, os trabalhadores decidiram manter a greve.

Segundo o presidente, o retorno não vai acontecer enquanto os motoristas não receberem o pagamento.

“Enquanto o Consórcio Guaicurus não efetuar o pagamento que está condicionado a voto dos trabalhadores, mesmo com toda a fala dos desembargadores, falando da legislação, que tem que rodar. O trabalhador está revoltado, não vai voltar. Vai seguir com a greve”, afirmou.

Durante a audiência, a Justiça definiu que os ônibus deveriam circular com 70% da frota das 6h às 8h30. Das 8h30 às 17h, o percentual seria de 50%. Já das 17h às 20h, a frota voltaria a operar com 70%, retornando a 50% após esse horário.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 200 mil ao sindicato. No momento em que o desembargador anunciou a decisão, os motoristas deixaram o plenário.

Segundo a Justiça, o valor devido para o pagamento aos motoristas é de R$ 1,3 milhão. Questionados durante a audiência, o consórcio e a prefeitura informaram não ter recursos para o pagamento, e não houve acordo sobre esse ponto.

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