Fonte g1 MS e TV Morena | Atualizado em 17/11/2025

A pequena Antonella Vieira, de apenas 3 anos, perdeu a vida após ser atropelada por uma bicicleta elétrica conduzida por uma adolescente de 14 anos em Paranaíba (MS). Dois dias depois da tragédia, ela completaria 4 anos. O caso gerou comoção e reacendeu o debate sobre a falta de regulamentação para o uso de bicicletas elétricas no país.
Segundo a perícia, Antonella foi atingida no rosto pelo joelho da adolescente, causando traumatismo craniano. Ela chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
“Ela estava na frente da minha casa. A menina veio muito rápido… pegou todo mundo de surpresa. Até hoje queremos uma explicação.” Elenilda Hipólito, tia de Antonella
Falha na legislação
A Polícia Civil explicou que o caso não foi enquadrado como crime de trânsito, pois não existe legislação específica para bicicletas elétricas. O delegado Gustavo Fernal classificou o fato como ato infracional análogo a homicídio culposo, já que não houve intenção de matar.
A bicicleta envolvida no acidente foi apreendida. O modelo possuía acelerador, bateria e motor diferente das bicicletas convencionais movidas apenas pela força humana e testemunhas relataram que a adolescente frequentemente pilotava o veículo com mais pessoas do que o permitido.
Especialistas apontam omissão na lei
O Contran exige itens como campainha, retrovisor, sinalização noturna e velocímetro para bicicletas elétricas. No entanto, não há exigência de habilitação, idade mínima, emplacamento ou registro.
Para Marcelo Vieira dos Santos, presidente da Comissão de Trânsito da OAB-MS, a legislação atual tem falhas graves:
“Deveria existir idade mínima e comprovação de habilidade para conduzir um veículo elétrico, que pode chegar a 32 km/h. A lei é falha e precisa ser regulamentada.”
A Associação Abraciclo informou que a produção de bicicletas elétricas cresceu 168% no último ano, tornando esse tipo de veículo cada vez mais comum nas ruas do país inclusive em Paranaíba.
Família pede mudanças
Abalada, a família de Antonella agora luta para que a tragédia da menina incentive mudanças nas leis brasileiras.
“Que exista uma lei que organize o jeito certo de usar esses veículos. Não quero que outra mãe passe pela dor que estamos passando.”
Fonte: G1 g1 MS, Jornal Nacional, TV Morena



